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maio 26, 2026
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Mamografia anual: Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues explica quando começar e por que manter a regularidade dos exames

Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues

O ex-secretário de Saúde e médico radiologista Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues fala de um tema que ainda gera insegurança entre as brasileiras: a mamografia anual é o principal instrumento disponível para a detecção precoce do câncer de mama. Neste artigo, você vai entender a partir de qual idade o exame deve ser iniciado, por que a regularidade é determinante para o prognóstico e quais grupos exigem atenção especial. O conteúdo é baseado em evidências e orientado para a prática cotidiana da saúde feminina.

Por que a mamografia continua sendo o exame de referência no rastreamento do câncer de mama?

O câncer de mama é o tipo mais incidente entre mulheres no Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma. A sobrevida está diretamente ligada ao estágio em que a doença é identificada: tumores detectados precocemente apresentam taxas de cura superiores a 90%, enquanto diagnósticos tardios reduzem drasticamente esse índice.

A mamografia é o único método de rastreamento com comprovação científica robusta para reduzir a mortalidade por câncer de mama em mulheres assintomáticas. Ao contrário de outros exames de imagem, ela identifica microcalcificações e alterações no tecido mamário antes de qualquer sintoma perceptível, o que a torna insubstituível no rastreamento populacional.

Quando deve começar a mamografia anual?

A recomendação das principais sociedades médicas brasileiras, incluindo o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, é que mulheres com risco habitual iniciem o rastreamento mamográfico anual aos 40 anos. Esse intervalo de um ano é considerado ideal para que alterações relevantes não passem despercebidas entre um exame e outro.

Mulheres com histórico familiar de primeiro grau com câncer de mama, portadoras de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, ou com lesões precursoras identificadas podem precisar de rastreamento mais precoce, frequentemente a partir dos 30 anos, às vezes associado à ressonância magnética das mamas. A avaliação individualizada por um especialista é essencial para definir o protocolo adequado a cada perfil clínico.

Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues
Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues

A regularidade anual faz diferença real no diagnóstico?

Realizar a mamografia uma única vez não é suficiente. O rastreamento eficaz depende da comparação entre exames sequenciais, pois alterações sutis são identificadas justamente pelo contraste com imagens anteriores. Um nódulo ausente no exame do ano anterior, mesmo que pequeno, pode ser o primeiro sinal de um processo tumoral incipiente.

Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues sempre destacou que a interrupção do rastreamento, mesmo por um ou dois anos, representa uma janela de risco capaz de comprometer a detecção oportuna. Mulheres que abandonam a rotina por questões práticas, financeiras ou pelo receio equivocado de exposição à radiação chegam ao diagnóstico com maior frequência em estágios avançados.

Quais são as principais barreiras ao rastreamento e como superá-las?

O acesso ao exame ainda é desigual no Brasil. No sistema público, filas e a escassez de equipamentos em regiões periféricas dificultam a adesão regular. No setor privado, embora a maioria dos planos seja obrigada por lei a cobrir a mamografia anual, parte das mulheres desconhece esse direito.

Outro obstáculo relevante é a desinformação: muitas acreditam que o exame só é necessário na presença de sintomas, como nódulos palpáveis ou dor. Esse entendimento é equivocado e perigoso, pois o rastreamento existe precisamente para detectar alterações antes de qualquer manifestação clínica. O Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues reforça que campanhas de educação em saúde e facilidade de agendamento são determinantes para ampliar a adesão.

Rastreamento como ato de autocuidado e responsabilidade preventiva

A saúde da mulher não pode depender exclusivamente de políticas públicas. Agendar e manter a regularidade da mamografia anual é um ato de responsabilidade individual com impacto coletivo direto: sociedades com altas taxas de rastreamento registram reduções expressivas na mortalidade por câncer de mama ao longo do tempo.

Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues aponta que investir em prevenção é muito mais eficiente do que tratar doenças em estágio avançado, tanto para as pacientes quanto para o sistema de saúde. A mamografia anual não representa um custo, mas um investimento genuíno na qualidade e na longevidade da vida feminina.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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