Paulo Roberto Gomes Fernandes esteve inserido em um contexto estratégico de internacionalização da engenharia e dos serviços brasileiros quando a missão do Sebrae alcançou resultados expressivos na Offshore Technology Conference de 2011, em Houston. Mesmo observada na ótica de 2026, a participação das empresas nacionais naquele evento permanece como um marco relevante para a inserção do Brasil em um dos maiores fóruns globais da indústria de óleo e gás, especialmente no que se refere à abertura de mercados e à construção de agendas comerciais no exterior.
A iniciativa coordenada pelo Sebrae reuniu dezenas de empresas brasileiras para ampliar a presença internacional, promover contatos qualificados e estruturar estratégias de entrada em mercados mais maduros. Dentro desse cenário, Paulo Roberto Gomes Fernandes aparece vinculado a um movimento mais amplo de fortalecimento institucional e empresarial, no qual a participação em grandes feiras internacionais se mostrou decisiva para o amadurecimento das companhias nacionais.
Internacionalização e organização das empresas brasileiras
Na leitura estratégica de Paulo Roberto Gomes Fernandes, um dos principais diferenciais da missão do Sebrae foi a organização prévia das empresas participantes, que permitiu um aproveitamento mais eficiente das rodadas de negócios e das reuniões realizadas durante a OTC. O acompanhamento sistemático, com relatórios, fichas de avaliação e reuniões de fechamento, contribuiu para transformar contatos iniciais em oportunidades concretas de médio e longo prazo.
A diversidade das empresas integrantes da missão refletiu a amplitude da cadeia brasileira de óleo e gás, envolvendo desde engenharia e automação até logística, softwares técnicos e soluções especializadas para dutos e subsea. Esse conjunto permitiu ao Brasil apresentar uma imagem mais consistente e estruturada ao mercado internacional.
A OTC como vitrine global de tecnologia e negócios
Sob o entendimento de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a edição de 2011 da OTC reforçou o papel do evento como principal vitrine mundial de tecnologia, inovação e negócios no setor offshore. A participação recorde de empresas e visitantes consolidou a conferência como espaço privilegiado para o debate de soluções técnicas e estratégias industriais, especialmente em um momento sensível para a indústria global.
O evento foi fortemente marcado pelas discussões sobre prevenção e contenção de acidentes, impulsionadas pelo impacto do desastre do poço Macondo no Golfo do México. Ao mesmo tempo, houve avanço significativo nos debates sobre exploração em águas profundas e no pré-sal, temas que despertaram grande interesse internacional e ampliaram a visibilidade das competências técnicas desenvolvidas no Brasil.

Resultados práticos e geração de oportunidades
Na avaliação de Paulo Roberto Gomes Fernandes, o sucesso da missão do Sebrae esteve diretamente relacionado à quantidade e à qualidade das interações realizadas durante a OTC. Centenas de reuniões de negócios e rodadas de negociação permitiram às empresas brasileiras testar seus posicionamentos, compreender exigências técnicas e ajustar propostas às demandas de operadores e fornecedores globais.
Esse tipo de exposição também contribuiu para a profissionalização das empresas participantes, que passaram a lidar com padrões internacionais de apresentação, negociação e compliance. Esse aprendizado institucional é tão relevante quanto os contratos eventualmente firmados, pois prepara as empresas para ciclos futuros de expansão internacional.
Expansão para outros mercados e continuidade da estratégia
Outro aspecto relevante da iniciativa foi a continuidade do trabalho de internacionalização após a OTC. A programação de novas missões, como a voltada ao mercado norueguês, indicava que o esforço não se limitava a um único evento, mas fazia parte de uma estratégia mais ampla de inserção internacional. Paulo Roberto Gomes Fernandes destaca que essa visão de longo prazo é fundamental para consolidar presença em mercados exigentes e tecnicamente avançados.
A experiência acumulada em feiras como a OTC permitiu ao Sebrae e às empresas brasileiras aperfeiçoarem seus métodos de atuação externa, criando uma base sólida para futuras participações em eventos internacionais de grande porte.
Impacto para a indústria brasileira de óleo e gás
Na concepção de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a missão do Sebrae em 2011 contribuiu para reposicionar a indústria brasileira de óleo e gás no cenário internacional, ao demonstrar capacidade técnica, diversidade de soluções e disposição para competir globalmente. A presença organizada em um evento desse porte fortaleceu a imagem do Brasil como fornecedor de tecnologia e serviços especializados, e não apenas como mercado consumidor.
Mesmo passados mais de dez anos, os efeitos dessa iniciativa ainda podem ser percebidos na trajetória de diversas empresas que deram seus primeiros passos no exterior naquele momento. Em 2026, a missão segue como exemplo de como políticas de apoio à internacionalização, quando bem estruturadas, podem gerar impactos duradouros para a competitividade da indústria nacional.
Autor: Mikhail Ivanov
