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junho 15, 2024
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Museu Casa das Rosas abre suas portas após dois anos de restauro

Após quase dois anos fechada para restauro, a Casa das Rosas reabriu ao público neste sábado com uma nova exposição chamada Vivências do Novo, que é dividida entre dois módulos: o primeiro trata sobre as mudanças da Avenida Paulista, o projeto do casarão e as diversas fases da utilização do edifício, enquanto o segundo, batizado de Dimensão Cidade, exibe 15 obras de artistas contemporâneos e conta com curadoria da pesquisadora Paula Borghi.

Projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo (1851-1928), a Casa das Rosas foi construída em 1935, sendo um dos únicos casarões históricos ainda em pé na Avenida Paulista, em São Paulo. Tombada pelo Condephaat desde 1985, o edifício com fachada composta de linhas sinuosas e formas orgânicas foi originalmente pensado para ser uma residência, mas passou a funcionar como um museu em 2004, quando recebeu a biblioteca do poeta Haroldo de Campos.

A restauração do casarão começou em outubro de 2021 e tinha o objetivo de reparar problemas da estrutura física do imóvel – desde rachaduras e infiltrações até melhoria nos sistemas elétrico e hidráulico. Esse processo também serviu para recuperar e preservar características originais da Casa das Rosas, como suas gárgulas, papéis de parede e adornos metálicos. Com um investimento de R$ 4,2 milhões, as obras foram custeadas pelo Governo do Estado de São Paulo e realizadas pela empresa Estúdio Sarasá Conservação e Restauração.

Uma das estruturas que recebeu atenção especial durante a restauração foram os ladrilhos hidráulicos da Casa das Rosas, que foram feitos de forma totalmente artesanal a partir de uma combinação de pó de mármore, cimento e corantes. Em São Paulo, esse revestimento foi amplamente utilizado na construção de residências, possuindo um grande valor artístico, cultural, documental e estético para a cidade.

Os papéis de parede do museu foram outra atração incluída no projeto de restauro: alguns deles foram reconstruídos através de técnicas mais modernas de impressão, enquanto outros foram revelados a partir da remoção de camadas de massa e tinta. Um deles, inclusive, foi cuidadosamente retocado à mão em um processo que durou meses.

Para completar, uma série de adequações foram feitas no edifício, como a instalação de uma rampa de acesso ao museu e a adaptação do banheiro no térreo para pessoas com mobilidade reduzida. Além disso, piso podotátil e corrimãos duplos de metal foram instalados ao longo dos ambientes, placas com inscrição em Braille foram posicionadas nas escadas e sinalização para pessoas com baixa visão foi adicionada nos pisos.

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