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junho 25, 2024
Tecnologia

Future Foods: degustação de grilos é atração em festival de inovação no Sul de Minas

O terceiro dia de HackTown foi marcado por uma experiência que já é um hábito em muitos países: o consumo de insetos. Um tipo de alimentação proteica, sustentável e do futuro que vai fazer parte da rotina das pessoas.

Uma empresa de biotecnologia e foodtec, que tem uma criação de grilos com foco em alimentação humana, provocou as pessoas presentes no HackTown 2022 a pensarem mais sobre a alimentação do futuro e a darem abertura para esse tipo de ‘prato’, já que no Brasil ainda há uma resistência.

“No ocidente, especialmente, no Brasil, onde a gente tem bastante oferta de proteína, os insetos são vistos com uma certa repugnância ou até mesmo como pragas. Mas, acreditamos que com muita informação e conteúdo é possível quebrar barreiras e, principalmente, pelo boca-a-boca. Em nossas participações no HackTown, por exemplo, sempre acontece de muitas das pessoas não estarem dispostas a comerem os insetos antes da palestra”, explicou Luiz Filipe Ribeiro Maia de Carvalho, co-fundador da Hakkuna.

“Depois de explicar os motivos, muitas pessoas se abrem e comem. Além disso, fazem propaganda para as outras pessoas, explicam e acabam virando meio que embaixadoras da causa. Ainda é um mercado de nicho e vai demorar um tempo para chegar aos mercados mais tradicionais, mas vamos quebrando essas barreiras aos poucos”

A verdade é que apesar desse estranhamento, os insetos já estão presentes em alguns alimentos consumidos atualmente, mas nem todo mundo sabe disso. Um exemplo é o corante natural Carmim de Coconilha, de pigmento vermelho, proveniente de um inseto e que é encontrado em muitos produtos. Ao ingerir essas mercadorias, involuntariamente, cada ser humano consome cerca de 1kg de inseto por ano, o que é muito pouco perto de tudo que ainda precisa acontecer.

“O inseto tem duas frentes que precisam ser ressaltadas. Uma delas é a parte sustentável, já que ele necessita de muitos menos comida, área, água, além de emitir menos gás carbônico do que qualquer fonte de proteína animal encontrada hoje em dia. Também tem a parte proteica, ou seja, nutricional, que oferece inúmeros benefícios ao corpo humano”, conta Murilo Rocha Gustinelli, biológico e sócio da Hakkuna.

A tecnologia está extremamente envolvida no processo da produção de insetos como alimentos,desde baixar custo até a forma visual em que o produto final chega à mesa do consumidor, o que influencia na aceitação. Por isso, a empresa de biotecnologia e foodtec, Hakkuna, faz muitos estudos, pesquisas e experimentos sobre a adaptação das pessoas diante dos insetos. O HackTown é uma ponte e faz parte desse trabalho desenvolvido pela empresa.

“Entre 2017 e 2018, em participação no HackTown, tínhamos uma produção mais artesanal de insetos, devido à falta de apoio de órgãos que fomentam pesquisas, e fazíamos as criações em espaços de nossas casas. Eram outros insetos, estávamos estudando ainda qual espécie utilizar, então, trouxemos larvas, baratas e grilos. Durante esse processo, entendemos que os dois primeiros insetos apresentam uma barreira cultural muito maior. Já o grilo, a barreira cultural é menor para o brasileiro e no momento estamos focados nele, neste aspecto de alimentação humana”, ressalta Luiz Filipe Ribeiro Maia de Carvalho, co-fundador da Hakkuna.

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